O Pecado de Moisés e Arão
| “Suba o monte Pisga e lá de cima olhe para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Olhe bem toda a terra, pois você não vai atravessar o rio Jordão” (Dt 3:27). |
Leitura adicional: Salmo 78:17–55; Patriarcas e Profetas, capítulos 37 e 38 (p. 411-432)
| Domingo, 22 de novembro | |
| Fiz as coisas a meu modo |
Justiça tinha que ser feita, porém. Moisés e Arão foram punidos por ferir a rocha em vez de falar a ela. Não lhes foi mais permitido fazer os clãs de Israel entrar em Canaã. Eles haviam labutado durante 40 anos no deserto, guiando um povo queixoso, resmungão e murmurador, com a esperança de finalmente se estabelecerem na Terra Prometida. Mas com um ato impensado perderam a oportunidade de conduzir o povo à terra que Deus havia prometido lhes dar. Esse privilégio passou para outro.
Esse parece um alto preço a ser pago pela desobediência. Daqueles que têm muita luz, contudo, de quem muito se exige. Moisés tinha tido muitas experiências e conversas com Deus como líder do povo de Deus. E se ele houvesse falado à rocha? Os israelitas já sabiam que Deus podia fazer sair água de uma rocha que havia sido ferida – mas falar a uma rocha? Quem já tinha ouvido falar de algo assim? Se Moisés e Arão tivessem se concentrado na glória de Deus em vez de em suas próprias frustrações, os propósitos de Deus poderiam ter sido exaltados diante de Israel. Quão mais forte poderia ter se tornado a fé do povo se os líderes não tivessem agido da mesma forma que o povo que estavam guiando!
Ao estudar a lição desta semana, pense sobre a importância de obedecer aos mandamentos de Deus e sobre a misericórdia que Ele nos concede quando deixamos de obedecer a eles.
Mãos à Bíblia |
| 1. O que ordenou Deus que Moisés fizesse, e, em lugar disso, o que ele fez? Nm 20:1-13 “A água jorrou em abundância, satisfazendo os israelitas. Mas uma grande falta fora cometida. Moisés falara com sentimento de irritação. [...] Quando ele os acusou, agravou o Espírito de Deus e apenas fez mal ao povo. Sua falta de paciência e domínio próprio foram evidentes. Assim, foi dada ao povo ocasião para pôr em dúvida que sua atuação passada fora sob a direção de Deus, e desculpar seus próprios pecados. Moisés, bem como os israelitas, havia ofendido a Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 417). |
Kristi Geraci | Belgrade, EUA
| Segunda, 23 de novembro | |
| O plano da salvação |
Quando Moisés estava sobre seu rosto diante de Deus, o Senhor lhe deu sabedoria. Quando Moisés desobedeceu à ordem de Deus, foi sentenciado a morrer no deserto. Antes de ferir a rocha, ele creditou a si mesmo o milagre que estava para acontecer: “Será que teremos que tirar água?” (Nm 20:10, NVI). Essa desobediência, essa rebelião significou que Moisés morreria sem ver a terra prometida.
Moisés encontra um jeito (Nm 21:4). Moisés não tinha razão para continuar em frente; mas tinha como objetivo a terra prometida e desejava levar seu povo até lá de qualquer forma. Contudo, Edom estava no caminho, e Edom não confiava em Israel.
Israel recebera seu nome do patriarca Jacó, que recebera o nome Israel de Jesus. Edom tinha um patriarca também, e seu nome era Esaú, o irmão de Jacó. Jacó/Israel era conhecido por sua traição de Esaú, e Edom havia aprendido, por meio dessas experiências passadas, a não confiar em Israel. Moisés prometeu que Israel não interferiria com Edom enquanto passassem, mas de qualquer forma o acesso deles foi negado.
Israel não precisou lutar para passar por Edom. Moisés se encarregou de achar outra rota (Nm 21:4). Da mesma forma, após o pecado, não precisamos trabalhar para percorrer o caminho de volta às cortes celestiais. Cristo encontrou uma rota diferente. Ele achou uma forma de travar a guerra por nós, e pelas Suas feridas fomos curados (Is 53:5).
O poder do perdão (Tg 4:7-10). Agora era hora de Arão dizer adeus ao resto dos viajantes. Contudo, ao ele se aproximar da morte, certas rebeliões vieram à mente, mais notavelmente a do bezerro de ouro (Êx 32). Arão deve ter ficado preocupado com sua salvação, mas Deus não ficou. “Todas as suas [de Moisés e Arão] capacidades tinham-se desenvolvido, exaltado, dignificado, pela comunhão com o Ser infinito. Sua vida fora despendida em abnegado trabalho para Deus e seus semelhantes; seu rosto evidenciava ... firmeza e nobreza de propósitos” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 425).
Você vê as incríveis coisas ditas sobre Arão no fim de sua vida? Leia Tiago 4:7-10. Se Arão tivesse tido o Novo Testamento, essas palavras de Tiago teriam sido inspiradoras para o velho e cansado sumo sacerdote.
Na Bíblia, as más notícias são sempre seguidas por boas notícias. Arão era um pecador. Deus o perdoou. Leia as más notícias de Romanos 3:23, e depois leia as boas notícias que vêm no verso 24.
Cristo se tornou uma serpente por nós? (Jo 3:14, 15; Rm 6:10). Do Gênesis ao Apocalipse, a serpente representa Satanás. É por isso que essa história em Números 21 pode confundir. Enquanto as pessoas continuavam sua pecaminosa murmuração ao redor de Edom, serpentes abrasadoras começaram a picar o povo, e muitas pessoas morreram. Eles admitiram seu crime e foram até seu mediador, Moisés, em busca de ajuda. Então a história toma um rumo estranho. Uma serpente deve ser levantada e todos os olhos devem se voltar para ela. Os que olharem serão instantaneamente curados.
As serpentes abrasadoras são as consequências do pecado, enquanto que a serpente de bronze é Cristo. Cristo Se humilhou, de forma que pudéssemos exaltá-Lo por ter tomado sobre Si as consequências de nossos pecados. Nenhuma outra religião fala de Deus se tornar homem para ajudar a humanidade. Nunca se esqueça de quão especial é isso.
Vitória em Jesus (Rm 13:11, 12; 1Jo 1:9). Qualquer pai sabe quão frequentemente dizem a seus filhos que eles “reclamam demais”. Israel era esse filho. Eles também tiveram seu quinhão de pecados, rebeliões, revoltas e lapsos de falta de fé. Como foi então que Deus pôde continuar e levá-los até a terra prometida? Leia sobre Seu perdão em Romanos 3:24 e 1 João 1:9.
Israel teve alguns momentos difíceis, mas também viram Deus fazer muitas maravilhas. Quanto mais Israel “vagueava” para longe do Egito, mais viajavam próximos de Deus. Israel foi a “igreja militante” (incluindo as três principais vitórias encontradas em Números 20 e 21) e estava se tornando a “igreja triunfante”. Logo após suas vitórias sobre os povos do sul de Canaã, os amorreus e os residentes de Basã, acamparam-se às margens do Rio Jordão, prontos a reivindicar o que era deles. Medite nas palavras de Paulo em Romanos 13:11 e 12. Estamos, como igreja, prontos a despertar e nos tornar a “igreja triunfante”? Todos nós temos pecado, mas Cristo achou uma forma de nos salvar. Ele Se ofereceu como nosso resgate. Oferece-nos perdão e nos concede completa vitória.
Mãos à Bíblia |
| 2. Que fatos interessantes foram registrados na morte de Arão? Por que Deus anunciou dessa forma esse acontecimento? Nm 20:23-29. Que lições podemos tirar desse acontecimento sobre a sucessão da obra de Deus? O capítulo 20 começa com a morte de Miriã e termina com a morte de Arão. É claro que a geração mais velha estava passando, e a nova devia assumir as responsabilidades onde os mais antigos pararam. Vemos a mesma coisa em nossa igreja hoje. Podemos cumprir fielmente nosso dever, mas, cedo ou tarde, saímos de cena, e outros erguem o estandarte onde o deixamos. |
Phil Vecchiarelli | Kinlichee, EUA
| Terça, 24 de novembro | |
| A malignidade do pecado |
“Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos do caminho pelo qual Deus nos tem conduzido” (Ellen G. White, Testemunhos Para Ministros, p. 31).
“Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás nos ataca em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 421).
“Tende em mente ser fiéis estudantes na escola de Cristo, aprendendo a pôr diariamente vossa vida em harmonia com o Modelo divino. Fixai o rosto em direção ao Céu, e avançai para o alvo, para o prêmio da alta vocação em Cristo Jesus. Correi com paciência a carreira cristã, e erguei-vos acima de toda tentação, por mais cruel que seja. Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Achegai-vos a Deus; e se desejais dar os primeiros passos na ascensão, verificareis que Sua mão se acha estendida para vos ajudar” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 79.
Mãos à Bíblia |
| 3. A respeito de quê os israelitas passaram a se queixar? Nm 21:1-5. Pense em tudo o que lhes aconteceu e tudo pelo que eles passaram. Havia alguma justificação para as queixas? Os israelitas não tinham razão para murmurar. Afinal, cada dia de sua viagem eles tinham sido mantidos por um milagre da misericórdia divina. Tinham toda a água de que precisavam, mesmo no deserto; tinham pão do Céu para comer, pão dos anjos (Sl 78:25); e tinham paz e segurança sob a nuvem de dia e a coluna de fogo à noite. Não havia um fraco em todas as suas fileiras. Seus pés não incharam em suas longas jornadas, nem suas vestes envelheceram (Dt 8:3, 4; Sl 105:37). 4. Quais são algumas das coisas que você acha naturais e certas em sua vida? Por que é tão tolo fazer isso? A única forma de cura para isso é a gratidão diária ao Senhor por tudo que Ele nos concede. Deus não precisa de nosso louvor; nós é que precisamos louvá-Lo tanto quanto pudermos, pois isso serve como lembrança constante de quanto temos de ser gratos a Ele. |
Twyla Geraci | Belgrade, EUA
| Quarta, 25 de novembro | |
| Duas batidas e você está fora |
Agora o povo se une novamente contra ele e Arão. Acham que Deus os conduziu a um lugar ruim, e que eles e seus animais estão morrendo de sede. Não é de admirar que Moisés e Arão fiquem indignados. Mas em vez de ficarem indignados porque Deus foi insultado, sentem raiva por causa de tudo que têm tido de suportar. Em vez de seguirem as instruções de Deus no assunto, deixam-se dominar por sua ira e impaciência. Esse momento de fraqueza lhes custa caro.
Moisés e Arão “haviam sido vencidos por uma tentação súbita, e sua contrição foi imediata e provinha do coração. O Senhor aceitou seu arrependimento, embora não pudesse remover a punição” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 419).
Muitos dos fiéis líderes de nossa igreja têm suportado críticas e murmurações contra si por se apegarem às ordens de Deus. Nós, os membros (exatamente como Israel do passado), somos propensos a citar ditados populares e a chegar a nossas próprias decisões independentes do conselho de Deus. Também esperamos que os líderes atendam a nossas exigências a despeito de suas convicções ou das sugestões do Espírito Santo.
Você pode pensar em outros exemplos de líderes que sucumbiram à pressão? Arão o fizera anteriormente, no deserto, quando o povo pediu que lhes fizesse um ídolo para adorarem enquanto Moisés estava no monte. Pilatos não queria crucificar Jesus, mas ficou com medo de enfrentar a multidão que exigia a morte do Mestre. Não será interessante descobrir, no dia do juízo, quantos líderes se perderam devido à pressão daqueles a quem estavam liderando?
Contudo, Deus espera que aqueles a quem Ele escolheu para serem líderes permaneçam fiéis aos princípios, apesar da pressão. Quanto aos membros do rebanho, é um positivo chamado que busquem o conhecimento de Deus e estejam em sintonia com Sua vontade, para que possam apoiar os líderes em vez de serem uma pedra de tropeço.
Mãos à Bíblia |
| 5. Como vemos novamente Moisés no papel de intercessor? Por que, especialmente nessa ocasião, o povo precisava de um intercessor? Nm 21:5-9 Deus não havia enviado as serpentes venenosas aos israelitas; ao contrário, o Senhor havia tirado deles Sua proteção e, então, eles sofreram as consequências. 6. Como Jesus relacionou o incidente das serpentes com o plano de salvação? Jo 3:14, 15. Em que sentido todos nós fomos picados por serpentes abrasadoras? A morte de Jesus, em si, não traz automaticamente salvação ao mundo. Sua morte forneceu os meios de salvação. Mas, assim como o povo no deserto precisava olhar para a serpente de metal, temos que olhar para Jesus e crer a fim de receber o que Ele oferece tão livre e graciosamente. |
Danny Williams | Missão La Vida, Novo México, EUA
| Quinta, 26 de novembro | |
| Por que Deus Se ira? |
Leia Números 20 numa tradução que não seja a que você normalmente usa. Às vezes isso quebra aquele padrão do “já ouvi essa história um milhão de vezes” e nos dá uma perspectiva nova.
Enquanto você lê, coloque-se no lugar do personagem da história. Números 20:1 nos conta que Miriã morreu. A seguir lemos que o povo está reclamando para Moisés sobre a água. Precisamos perguntar a nós mesmos como seria ficar sabendo que Miriã tinha morrido. Qual seria o sentimento de estar no deserto sem água? Não ficaríamos com medo? Mas Deus tinha cuidado de muitos problemas semelhantes no passado. Os filhos de Israel tiveram amplas oportunidades de ver Sua provisão, de forma que a essa altura deviam ter confiado nEle.
Examine o texto em busca de evidências da justiça e misericórdia de Deus não só para com as pessoas envolvidas, mas também para com o bem-estar a longo prazo do povo de Israel, para com a instrução das nações ao redor deles, e mesmo para com o Universo. Faça um gráfico para ajudar você a visualizar isso. Num dos lados de uma folha de papel declare por que os atos de Deus parecem injustos, e para com quem. Do outro lado, declare por que os atos de Deus parecem justos, e quem se beneficia desses atos. Considere estas perguntas: (a) Por que as consequências desse pecado foram tão severas? Deus tratou os líderes de maneira diferente das pessoas a quem eles estavam liderando? Por quê? (Leia Patriarcas e Profetas, capítulo 37.) (b) As pessoas aprenderam a confiar em Deus? No capítulo seguinte, elas reclamam uma vez mais. Leia Números 21:5. Reclamamos quando o que Deus nos dá não é exatamente o que desejamos? Como Deus tentou ajudar Israel a desenvolver a confiança? Por que era importante que eles demonstrassem confiança às nações ao seu redor?
Vez após vez, Deus permite que os seres humanos sofram as consequências, e vez após vez, Ele perdoa e cura. Esse exemplo da rebelião no deserto nos ensina sobre a seriedade da desobediência. Também oferece um belo exemplo de Seu amor e de Sua provisão para nossas maiores necessidades – perdão para nossos pecados e reconciliação com Ele.
Mãos à Bíblia |
| 7. Leia Números 21:10-33 e responda: Que promessas os hebreus fizeram ao rei pagão Seom? O que foi oferecido nessa promessa? 8. Quem atacou primeiro? Verso 23 9. Que diferença houve entre a maneira de os israelitas responderem ao rei Seom e ao rei Ogue? “Estas nações nas fronteiras de Canaã teriam sido poupadas, caso não se houvessem levantado em desafio à palavra de Deus e se oposto à marcha de Israel” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 434). |
Gayle Smith | Missão La Vida, Novo México, EUA
| Sexta, 27 de novembro | |
| Nenhuma desculpa |
Conquanto Arão tivesse um registro de liderança com algumas manchas, Moisés nunca tinha falhado para com os filhos de Israel até agora. Em todos os problemas ele havia se voltado para Deus como o verdadeiro possuidor de todos os problemas envolvidos na condução de Israel até a Terra Prometida. Quando Deus iradamente disse a Moisés: “O seu povo, o povo que você tirou do Egito”, Moisés O lembrou: “Ó Senhor, por que ficaste assim tão irado com o Teu povo, que tiraste do Egito?” (Êx 32:7, 11).
Deus deseja que Seu povo reconheça que Ele é seu líder e que Moisés é Seu servo, que está seguindo Sua direção. Moisés tinha sido fiel em reconhecer isto diante do povo. Até agora. “Será que vamos ter de fazer sair água desta rocha para vocês?” Moisés grita para a multidão e, ao fazê-lo, aceita publicamente responsabilidade pessoal pela liderança do povo (Nm 20:10).
Nesse momento de fraqueza, Moisés desfez muito de seu testemunho sobre o fato de Deus ser o proprietário e líder do povo. Se Deus não tivesse tratado rapidamente dessa falha, o povo teria achado que uma grande provocação é desculpa para o pecado. Essa era uma questão crítica que Deus tinha de tornar perfeitamente clara. Nunca há desculpa para o pecado. Se houvesse, não haveria necessidade de Cristo morrer. Humildemente, Moisés reconheceu a justiça de sua punição. Ninguém jamais poderia dizer que Deus tem favoritos. O pecado é tão terrível que mesmo um pequeno deslize na paciência tem consequências de longo alcance. Conquanto Deus tenha perdoado abundantemente Moisés e Arão, não podia desculpar o pecado deles. Que bênção o fato de que Ele prometeu nunca nos abandonar, de que Ele está sempre pronto a nos livrar do poder do mal!
Mãos à obra |
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Cheryl Woolsey Des Jarlais | Ronan, EUA
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