Luta Pelo Poder
| “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Pv 16:18, NVI). |
| Domingo, 8 de novembro | |
| Por quê? Por quê? Por quê? |
Como um famoso advogado, possuía os mais eficientes assistentes administrativos, e colegas que achavam que ele era o melhor. Qualquer um pensaria que ele estivesse satisfeito, mas Julian estava longe disso. A única coisa que realmente o incomodava era que ele não era o chefe. Ficava fantasiando sobre as decisões estratégicas que tomaria se estivesse no poder. “Por que as pessoas não conseguem ver que eu sou a pessoa qualificada para isso? Na semana passada não concluí com sucesso uma fusão com outra empresa que nos rendeu um milhão de dólares? Eu fiz o trabalho. Por que o chefe é que deve levar a glória? Por que não posso ser o número um? Por que, por que, por quê?!” Reclamava Julian.
Gálatas 5:26 diz: “Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros.” Embora Julian tivesse muitas coisas, ainda tinha inveja do status de seu superior. Sua ganância e orgulho fizeram com que passasse por alto as bênçãos que tinha na vida e se concentrasse, em vez disso, no que os outros tinham que ele não tinha.
A situação de Julian é como a história de Corá no livro de Números. Ele estava colocado numa posição de destaque entre os israelitas. Contudo, não podia conceber que Deus apontasse Moisés e Arão como líderes. Ele achava que podia fazer um trabalho melhor. Por fim, ele e todos os que lhe pertenciam ou que estavam associados com ele sucumbiram à fome do seio da terra. A terra abriu sua boca e eles foram engolidos (Nm 16:31, 32)!
Assim como Corá, Julian perdeu tudo. Veja, ele estava tão concentrado no que não possuía, que deixou de refletir sobre as bênçãos que lhe foram concedidas.
Quantas vezes você olhou para o que os outros fazem a fim de determinar seu próprio valor? Deus detesta o orgulho e aborrece a inveja. É importante fundamentarmos nossa segurança e contentamento nas bênçãos que Ele nos concedeu. Provérbios 3:6 diz: “Lembre de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo.” Deus deseja que reflitamos sobre Ele e Sua bondade, e quando o fizermos, Ele nos mostrará o caminho especial que preparou para cada um de nós.
Mãos à Bíblia |
| 1. Que quatro mentiras foram levantadas pelo rebelde Corá e seus cúmplices? Nm 16:1-3 2. Que mais havia por trás de sua rebelião? Por que, também, essas eram acusações totalmente falsas? Nm 16:12-14 São incríveis as palavras desses homens, chamando o Egito (o Egito!) de terra “que mana leite e mel”! É surpreendente como o pecado foi tão capaz de perverter seu julgamento a ponto de que o país de sua escravidão e servidão passasse a ser mencionado por eles como representando a Terra Prometida por Deus! |
M. Ann Shillingford | Orlando, EUA
| Segunda, 9 de novembro | |
| Vencendo o inimigo |
O resultado da rebelião (Nm 16, 17). Em Números lemos sobre o inimigo que entrou no acampamento israelita através de três homens (Nm 16, 17). Pela rebelião de Corá, milhares de pessoas tiveram que ser mortas. Por meio dos eventos descritos nesses dois capítulos, aprendemos que Deus nos adverte a ser positivamente influenciados e que, por nossa vez, devemos exercer influência positiva. Ele nos adverte a sermos cuidadosos com as companhias que escolhemos. Aqui vemos claramente como milhares de pessoas foram destruídas porque permitiram que crescesse a semente do mal, plantada em seu coração através de um homem. Para salvar os israelitas que restavam, Deus destruiu os três na raiz. Ele precisava deter a disseminação da doença a fim de salvar os fiéis. Apenas uma pitada de fermento pode levedar toda a massa. Apenas um pequeno pecado pode se espalhar como uma fagulha.
“Se a rebelião de Corá tivesse sido bem-sucedida naquela ocasião, o resultado teria sido o pior tipo de caos, e o plano de Deus para Israel teria sofrido atraso através de um golpe desastroso.”1
Lembrando o livramento do Senhor (Js 4:3-9). Em Josué 4:3-9 Deus ensinou os filhos de Israel a vencer o inimigo concentrando-se nAquele que dá a vida. A fim de se lembrarem de que foi o Senhor que os tirou do Egito, Ele os fez remover doze pedras do meio do rio.
Hoje em dia, o Senhor ainda nos ensina a conservar nossos olhos nEle. O mundo fala sobre autoestima e autoaperfeiçoamento. Contudo, quando nosso principal enfoque passa a ser nosso eu, facilmente nos tornamos egoístas e egocêntricos. Deus desejava impedir que os israelitas pensassem que Josué e eles eram capazes de fazer tudo e qualquer coisa. Em vez disso, desejava que se lembrassem de que Ele era seu líder, Aquele que os tirou do Egito.
“Deus não permitirá que o passado seja esquecido. O ontem tem um significado para hoje. As nações têm força na medida em que se recordam das experiências do passado. ... O povo hebreu sempre era levado a pensar retrospectivamente através da expressão ‘Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó’.”2
Lembrando de Jesus como o Sacrifício (Mt 26:6-13; Lc 22:19). Numa tentativa de repreender a mulher que ungiu Jesus, um dos discípulos tentou menosprezar o que ela fez. Contudo, Jesus disse que onde quer que o evangelho fosse pregado, ali seria contada a história dela.
“A oferenda de Maria havia de espalhar sua fragrância, e por sua ação espontânea seriam abençoados outros corações. Estes haveriam de se erguer e cairiam impérios; seriam esquecidos nomes de reis e conquistadores; mas o feito dessa mulher seria imortalizado nas páginas da história sagrada. Enquanto o tempo durasse, aquele partido vaso de alabastro contaria a história do abundante amor de Deus a uma raça caída” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 563).
Durante a última ceia, Jesus desejava que Seus discípulos novamente concentrassem sua atenção nEle por meio do simbolismo dos alimentos da Páscoa – o pão, Seu corpo, e o vinho, Seu sangue. Quando Seus discípulos, ao longo dos séculos, participam da Comunhão, estão lembrando Seu sacrifício de maneira muito especial. E essa lembrança ajuda a vencer nosso inimigo, Satanás.
1. The Interpreter’s Bible, v. 2. George Arthur Buttrick, ed. (Nashville, Tenn.: Abingdon Press, 1953), p. 222.
2. Ibid., p. 568, 569.
Mãos à Bíblia |
| Eles se rebelaram contra Moisés e Arão, como se esses dois, por si mesmos, houvessem usurpado toda a autoridade, ultrapassado os limites e se exaltado sobre todos os outros, bem como se os tivessem levado ao deserto para matá-los. 3. Na realidade, porém, contra quem eles estavam se rebelando? Nm 16:11 4. Note as palavras de Moisés em Números 16:28-30. Qual era a verdadeira questão de Corá, Datã e Abirão? Se esses homens pudessem fomentar uma rebelião mais ampla, quem sabe quais teriam sido as terríveis consequências! Os filhos de Israel, pouco fundamentados no Senhor, como eram, poderiam facilmente ter-se perdido. |
Nafeesa Alexander | Atlanta, EUA
| Terça, 10 de novembro | |
| Conflito no deserto |
“Este prodígio decidiu finalmente a questão do sacerdócio. ... Na rebelião de Corá, vê-se, em um cenário menor, os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu. Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a se queixar do governo de Deus, e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu. Desde sua queda, seu objetivo tem sido infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento, a mesma ambição de posições e honras. Assim agiu ele na mente de Corá, Datã e Abirão, para suscitar o desejo de exaltação própria, e provocar inveja, falta de confiança e rebelião. Satanás, fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara, fê-los rejeitar a Deus como seu líder. Contudo, ao mesmo tempo em que, com sua murmuração contra Moisés e Arão, blasfemavam de Deus, estavam tão iludidos que se julgavam justos, e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados.
“Não existem ainda os mesmos males que jazem no fundamento da ruína de Corá? ... Semelhantes a Corá e seus companheiros, muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 403, 404).Mãos à Bíblia |
| As Escrituras se referem a muitos memoriais como sinais visíveis para conservar seu significado continuamente na memória de Israel. 5. Que memorial foi criado a respeito dessa terrível rebelião contra Moisés e Arão? Nm 16:36-40. De que especialmente esse memorial deveria lembrar o povo? As placas de bronze no altar eram um memorial preventivo com o fim de evitar que um estranho, ou não descendente de Arão, tentasse usurpar o sacerdócio. Era um memorial, advertindo o povo a não ser como Corá e seu grupo” (Nm 16:40). 6. Que outros memoriais você é capaz de achar na Bíblia, e quais são seus significados? Veja, por exemplo, Êx 20:8-11; Nm 31:54; Mt 26:13; Lc 22:19. De que maneira os sacrifícios de animais eram um tipo de memorial? |
Evadne E. Ngazimbi | Orlando, EUA
| Quarta, 11 de novembro | |
| A igreja laodiceana |
Hamã não tinha nenhuma evidência contra Mordecai. Então, por que desejava executá-lo? Hamã estava cheio de ciúmes. Planejava executar Mordecai porque este não se inclinava perante ele. A Providência, contudo, interveio naquela noite. Leia Ester 6.
Até o Sinédrio procurou encontrar evidências para desacreditar a Jesus, o Filho de Deus. Leia Mateus 26:59.
Quem falará aos descrentes deste mundo? Será que os cristãos de hoje ainda estarão procurando evidências para seguir a atuação do Espírito Santo antes de sair e falar às pessoas sobre a volta de Cristo? Ou serão achados em falta, e deficientes na fé e no zelo? Virá um tempo em que o Rei do Universo mostrará todas as evidências sobre o bem e o mal. Haverá, então, luta pelo poder?
A Bíblia fala sobre a igreja laodiceana em Apocalipse 3:14-22. Ellen G. White escreveu sobre essa igreja: “Os que não querem agir quando o Senhor os chama, esperando por evidências mais certas e oportunidades mais favoráveis, andarão em trevas, pois a luz será retirada. A luz, uma vez concedida, se rejeitada, pode nunca mais ser repetida” (The Advent Review and Sabbath Herald, 16 de setembro de 1873).
Que luta pelo poder haverá quando Jesus Se levantar contra Satanás, o inimigo de nossa alma, ao ele tentar provar que merecemos condenação!
Mãos à Bíblia |
| 7. Qual foi a reação do povo aos juízos de Deus contra os rebeldes? Nm 16:41-50. O que esse fato deve nos dizer sobre a natureza humana caída? O que esse relato deve nos revelar é que o espírito de rebelião entre alguns do povo não terminou com Corá. Ele permaneceu no acampamento, mesmo depois de tudo o que acontecera. 8. O que significa a ideia de Arão em pé entre os vivos e os mortos? Nesta cena, como obtemos um vislumbre do que Jesus fez por nós? Nm 16:48. |
Norma P. Brown | Atlanta, EUA
| Quinta, 12 de novembro | |
| A arte de abrir mão |
Descubra qual é a vontade de Deus por meio do estudo da Bíblia acompanhado de oração (Rm 10:17; 2Tm 2:15). Quando você abre mão, a Palavra de Deus se torna sua rede de segurança. Torne a Bíblia pessoal seguindo um plano de leitura. Comece com uma passagem favorita.
Decida seguir o caminho de Deus entregando sua vida diariamente a Ele (Sl 37:5; 1Co 15:31). A luta pelo poder é uma escolha. Sua decisão, a cada dia, a cada hora ou a cada momento pode ser a de permitir que Deus assuma o controle. “Colocar pouca confiança nas próprias ideias não significa que a pessoa precise colocar de lado a inteligência e renunciar à faculdade de escolha. É necessária inteligência para descobrir, a partir da Palavra de Deus e das providências guiadoras de Deus, qual é a vontade divina. Uma vontade fortalecida e purificada por Deus é necessária para a pessoa seguir na direção correta até o fim” (The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 956.).
Deleite-se nas alegrias de Deus, e encontre alegria na liberdade que advém quando permitimos que Seu aparelho de GPS assuma o controle (Sl 1:2; 119:143). “O que segue a guia divina encontra a única fonte verdadeira de graça salvadora e real felicidade, e alcançou o poder de comunicar a felicidade a todos em redor de si” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 264). Demonstre sua entrega. Aja como se estivesse abrindo mão, até que realmente abra mão.
Mãos à Bíblia |
| 9. Leia Números 17 e responda as seguintes perguntas: a. Qual foi a razão para o teste? b. Como esse teste deveria ser um meio de evitar mais rebelião e consequente condenação? c. Como a reação do povo revela que, finalmente, eles parecem ter compreendido a mensagem de que só a certas pessoas seria permitido ser sacerdotes? |
Gloria Bell-Eldridge | Beaufort, EUA
| Sexta, 13 de novembro | |
| Atravesaando as ondas bravias |
Esse mesmo padrão se assemelha à jornada cristã individual e coletivamente. Assim que alguém “atinge” o topo de sua jornada cristã, a luta se torna parte inerente da descida. As lutas não levam em conta a origem, idade, ocupação, credo ou sexo da pessoa. O povo de Deus sempre passou por lutas, e como resultado, muitos deles se tornaram cristãos mais fortes.
Lutas internas dentro da igreja também podem ser muito desanimadoras. O rei Davi experimentou isso em primeira mão. Leia o Salmo 55:12-14. Ainda hoje há lutas semelhantes. Samanta é uma pessoa recém-convertida. Ela é zelosa por Deus e a única coisa que deseja é servi-Lo. A liderança da igreja notou seu entusiasmo, e dentro de pouco tempo, com treinamento adequado, ela começou a ocupar posições de destaque dentro de sua congregação. Foi desafiador, especialmente para uma aluna de faculdade, mas ela confiou em Deus e se saiu muito bem. Seus colegas, contudo, pensavam diferente. Faziam comentários e observações maliciosas sobre ela. Até zombavam dela dizendo que estava tentando chegar ao Reino por meio de boas obras. Samanta ficou desanimada e começou a questionar a Deus.
Ellen White aconselhou: “Sempre que a mensagem de verdade se apresenta às almas com especial poder, Satanás suscita seus instrumentos para disputar sobre qualquer ponto de somenos. ... Quando quer que se comece uma boa obra, há pessoas prontas a suscitar discussões sobre formas e detalhes de técnica, para desviar as mentes das realidades vivas. Quando parece que Deus está prestes a operar de maneira especial em benefício de Seu povo, não se empenhe este em disputas que só trarão ruína das pessoas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 396).
Não devemos ficar surpresos quando as lutas partirem de dentro da igreja. As respostas à vida muitas vezes se encontram dentro das ondas bravias. Quando o mar da vida volta a ficar calmo, compreendemos que adquirimos novas perspectivas.
Mãos à obra |
|
Dora Desamour | Lawrenceville, EUA
Comentários
Postar um comentário