Domínio Próprio
“Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:27, NVI). |
Leitura adicional: Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver; Ben Carson e Cecil Murphey, Ben Carson (Tatuí, CPB, 1998)
| Domingo, 28 de fevereiro | |
| O controle de Cristo é domínio próprio |
Tentação – intrusa que insiste em vir, / Impedindo-me de o sucesso conseguir / No objetivo que tanto tenho almejado / De ter o fardo dos ombros retirado. / Ela mexe com meu eu se digo não / Àquilo que satisfaz à paixão. / Preso estou em situação dolorosa, / Pois existo em carne pecaminosa. / A carne aos rios do pecado me conduz / E através dos seus desejos me seduz. / A resistência ao pecado, no momento, / É um sonho de vida que acalento. / Mas o futuro, então, à mente vem / E me vejo alcançando um valioso bem – / O domínio próprio.
O domínio próprio não é obtido meramente pela supressão dos desejos, mas também pelo controle dos desejos. É a manifestação da obra de Deus em nós por meio do Espírito Santo. A falta de domínio próprio é responsável por muitos dos problemas de hoje em dia. O amor insuficiente por Deus e Sua Palavra resulta na falta de domínio próprio (2Tm 3:1-4).
Como obtemos o domínio próprio? “A fim de saber como nos conduzir circunspectamente, precisamos seguir o caminho indicado pelos passos de Cristo” (Ellen G. White, Filhos e Filhas de Deus [MM 1956], p. 154). Aprendemos o domínio próprio ao nos entregarmos ao Senhor. Sermos controlados por Cristo é saber que somos dEle. Nesta semana, que sua oração seja: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem” (Sl 17:5, Almeida, Edição Revista e Corrigida de 1969).
Mãos à Bíblia |
| Alguns sinônimos do domínio próprio são autodisciplina, força mental e força de vontade. Esse fruto do Espírito vai muito além de simplesmente refrear os cristãos para que não façam o que é proibido, mas inclui nos habilitar para fazer o que é bom. 1. Contra que três pecados nos previne 1 João 2:15 e 16? Como se manifestam em nossa vida se não formos cuidadosos? 2. Filipenses 4:8 menciona quais devem ser os enfoques da vida cristã. Quais são eles, e como podem nos proteger dos perigos mencionados em 1 João 2:15 e 16? Existe uma constante luta contra o próprio eu, contra a carne e contra os caminhos do mundo. Paulo descreve esse dilema em Romanos 7:15-18. Porém, em Romanos 8:1, ele nos dá a resposta. Confira em sua Bíblia. |
Edinor Lindiwe Donda | Pretória, África do Sul
| Segunda, 1o de março | |
| Autocontrole e autodestruição |
Segundo uma convergência de evidências científicas e crenças espirituais, o bem-estar consistente depende mais da capacidade da pessoa de controlar experiências internas do que de controlar eventos e circunstâncias externas. Isso de maneira alguma é um conceito novo. É uma ideia encontrada em muitas culturas e religiões. O controle de desejos internos determina o resultado das experiências externas.
Na primeira parte de 2 Samuel 11, Davi intencionalmente observa Bate-Seba se banhando e ordena que ela lhe seja trazida. Como resultado dessa falta de autocontrole, Bate-Seba fica grávida, e Davi manda matar o marido dela para poder se casar com a moça. Esse assassinato em si exibe mais falta de autocontrole ainda. José, contudo, exerceu domínio próprio quando a esposa de Potifar se ofereceu para ele.
Embora a mentira dela sobre o que aconteceu tenha feito com que José fosse parar na prisão, o resultado final de sua recusa em sucumbir à proposta dela foi que uma nação foi salva da morte pela fome.
Mãos à Bíblia |
| Traído por sua própria família, vendido como escravo, José tinha bons motivos para duvidar do amor e cuidado (e até da existência) do Deus sobre quem ele havia sido ensinado desde a infância. Mas não foi isso o que ele fez. 3. Qual foi o segredo da vitória de José? Gn 39:7-20 4. Como José foi “recompensado” pela recusa em se submeter à tentação? Gn 39:20. Ele foi acusado falsamente e lançado na prisão. É isso o que se consegue por ser fiel? 5. Qual é a verdadeira recompensa por vivermos de acordo com a vontade de Deus? Gl 6:8 |
Sipiwe Nelani | Cidade do Cabo, África do Sul
| Terça, 2 de março | |
| Nenhum de nós |
Quando adquirir o domínio próprio (Gn 37-39; Jz 13-16; Dn 1; Lc 2:52). “Na infância e na juventude é que o caráter é mais impressionável. Então é que se deve adquirir o poder do domínio próprio. ... Mais do que qualquer dom natural, os hábitos contraídos nos primeiros anos decidirão se a pessoa há de ser vitoriosa ou vencida na batalha da vida” (Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, p. 134). Prova disso é vista na vida de Jesus, na de Daniel e seus companheiros, e na de José. Muitas pessoas aconselham a desfrutar a vida enquanto se é jovem. Então, quando se chegar à velhice, alguém poderá começar a viver de maneira reta. Isso não funciona. Considere-se a vida de Sansão, Nero e Alexandre o Grande. Deus nos ensina que devemos buscá-Lo nos dias de nossa mocidade (Ec 11:9; 12:1). “O jovem que encontra prazer e felicidade em ler a Palavra de Deus e na oração, é constantemente refrigerado pela Fonte da vida. Ele atingirá uma excelência moral e amplitude de pensamentos de que outros não podem ter ideia” (Idem, p. 431).
A mente e nossas palavras (Pv 4:25, 26; Mt 6:19, 20; Cl 3:2, 3; 1Jo 2:15, 16). “A mente é a capital do corpo. ... A mente controla o homem todo. Todas as nossas ações, boas ou más, têm sua origem na mente. É a mente que adora a Deus e nos põe em contato com os seres celestiais” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 72). O que dizemos e fazemos se origina na mente. Nossa maneira de responder aos estímulos do ambiente geralmente se origina na mente. Se sua mente estiver focada no mundo, você agirá e pensará como o mundo o faz. O apóstolo Pedro nos admoesta a estar no controle de nossa mente (1Pe 1:13). Se desejamos pensar de certa maneira, precisamos nos concentrar em coisas que estão associadas a essa maneira (Pv 4:25, 26), pois pela contemplação somos transformados. Precisamos concentrar a mente nas coisas do alto, ajuntar nossos tesouros no Céu e não amar o mundo. Precisamos nos concentrar em Cristo (Is 26:3) e aprender a pensar da maneira como Ele pensa, pois Ele é nosso perfeito exemplo. Uma vez que você tenha controle sobre a mente, será mais fácil controlar o que você fala. A Bíblia nos encoraja a temperar a palavra com graça (Cl 4:6), para que outros possam ser levados a Cristo (Cl 4:6; Rm 15:18). Ore para que Deus ponha guarda aos seus lábios (Sl 141:3). E lembre-se sempre de que as palavras expressam os pensamentos.
Os apetites (Hb 12:1; 1Co 6:19, 20; 10:31). O corpo é um templo de Deus. Portanto, não devemos consumir alimentos nem bebidas que o contaminem. Em Romanos 12:1, somos admoestados a apresentar o corpo como sacrifício vivo a Deus.
O que comemos afeta nossa maneira de pensar. “Nenhum cristão deve ingerir comida ou bebida que lhe embote os sentidos, ou que atue de tal maneira sobre o sistema nervoso que o faça degradar-se, ou o inabilite para a utilidade. O templo de Deus não deve absolutamente ser contaminado. As faculdades da mente e do corpo devem ser conservadas com saúde, de modo a ser empregadas para glória de Deus” (Ellen G. White, Temperança, p. 18). Tudo o que fazemos deve ser feito para a glória de Deus.
Os frutos (Mt 19:26; Jo 15:5, 16; Gl 5:22-25; Fp 4:13). Numa videira, os ramos produzem frutos. Os frutos e os ramos dependem da videira para sua sobrevivência. Cristo disse que Ele é a vinha e nós somos os ramos. Se nós, como ramos, permanecermos ligados a Ele, daremos muito fruto. Portanto, sem Ele não podemos produzir os frutos do Espírito. Sem Ele não podemos ter domínio próprio. O fruto do Espírito Santo só pode ser produzido em nós na extensão em que dependemos de Cristo (Mt 19:26; Fp 4:13).
Um ramo não produz frutos para consumi-los para si mesmo, mas para servir a outros. Da mesma forma, produzimos os frutos do Espírito Santo para que possamos abençoar a outros e levá-los a Cristo. Precisamos ser capazes de vencer os desejos da carne e praticar a temperança, enquanto fazemos o bem a outros. “Porque nenhum de nós vive apenas para si, e nenhum de nós morre apenas para si” (Rm 14:7).
Mãos à Bíblia |
| No triste exemplo de Sansão existem lições bastante poderosas que devemos aprender. Foi trágico que alguém com tantos dons e tantas promessas fosse desviado tão facilmente. 6. Considerando o que sabemos sobre Sansão, que importante mensagem e advertência encontramos a seu respeito? Jz 13:24, 25 Sansão permitiu que suas paixões e lascívia vencessem todo o bem. Quem não sofre com a realidade desse conflito? O grande conflito não é só um símbolo; descreve a batalha travada entre Cristo e Satanás, não apenas como um conflito cósmico nos céus, mas igualmente em todo ser humano. |
Khwezi Yanga Toni | Cidade do Cabo, África do Sul
| Quarta, 3 de março | |
| Determinando o futuro |
“Os muros do domínio próprio e da restrição própria, em nenhum caso devem ser enfraquecidos e derribados” (Ellen G. White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 168). “Os que não vencem nas pequeninas coisas não terão força moral para resistir tentações maiores. Todos os que procuram fazer da honestidade o princípio dominante nos assuntos diários da vida, necessitam estar em guarda para que não cobicem nenhuma prata, nem ouro, nem vestes. Enquanto estiverem contentes com o alimento e o vestuário apropriados, considerarão um problema fácil guardar o coração e as mãos do vício da cobiça e desonestidade” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 410).
“Sem dúvida, [irmã H] você enfrentará coisas que irão exacerbar sua mente e testá-la severamente; mas o domínio próprio pode ser seu na força de Jesus.” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 501).
Mãos à Bíblia |
| “Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:27, NVI). A partir dessa declaração de Paulo, responda às perguntas a seguir: 7. Que analogia (comparação) Paulo usa para nos ajudar a entender a batalha contra o eu e o pecado na qual todos estamos envolvidos? 8. Que confiança tinha Paulo a respeito da corrida em que estava? De onde vinha a confiança dele? Por que devemos ter a mesma confiança? 9. Embora Paulo mostrasse confiança, ele também estava ciente da possibilidade do fracasso. Como ele descreveu isso, e qual foi a solução? |
Khaka Gomba | Pretória, África do Sul
| Quinta, 4 de março | |
| Quando ninguém está olhando |
Afivele o cinto de segurança (Is 59:1). Quando fazemos isso, estamos garantindo que nosso coração esteja seguramente preso ao divino trono da graça. Fazemos isso ao orar fervorosamente e colocar nossa confiança no Altíssimo. Estar em constante comunhão com Ele conservará Suas palavras gravadas em nosso coração. Então, o Espírito Santo poderá nos livrar.
Medite em Filipenses 4:8. Se enchermos a mente de pensamentos puros, estaremos mais bem equipados para resistir à tentação. À medida que as sementes de bons pensamentos germinarem e criarem raízes em nossa mente, estaremos mais capacitados a resistir a quaisquer ataques que coloquem em risco nosso domínio próprio. Resistir ao mal se tornará então uma questão de princípio.
Aprenda a fazer o bem (Is 1:17). Ajudar os outros é uma das melhores rotas de fuga na luta contra a tentação. Quando você estiver enfrentando uma situação probante, coloque-se em pé ao lado de Deus, dê meia volta e faça, em vez disso, o que é bom. Atos de bondade neutralizarão a tentação e direcionarão seu enfoque para a força de Deus, em vez de sua fraqueza.
Corra, amigo, corra (Tg 4:7). Fugir da tentação não é sinal de fraqueza. É sinal de domínio próprio. Deus diz que precisamos evitar o diabo porque a batalha não é nossa, mas dEle. Quando fugimos, reconhecemos Sua graça salvadora e Sua capacidade de nos salvar. Corra, e deixe que Ele tome conta de seus medos.
Mãos à Bíblia |
| 10. Em outra ocasião, Paulo novamente se referiu à analogia da corrida que vimos anteriormente. Quais são alguns dos “pesos” que estão atrasando sua corrida? Hb 12:1 11. Que regras para viver em santidade Paulo nos aconselha a seguir? Cl 3:1-10. Como você pode aplicar essas regras à sua própria vida a fim de conseguir a vitória sobre o pecado que tão facilmente nos embaraça? O domínio próprio não é desenvolvido em um só dia. Vem mediante ganhos e perdas, sucessos e fracassos. Leia Filipenses 3:12. |
Nkosazana Uviwe Maxhela | Cidade do Cabo, África do Sul
| Sexta, 5 de março | |
| Cuidado! |
A mídia procura definir a realidade para nós. Grande parte dela apresenta o pecado de maneiras excitantes. É como se os que estão trabalhando em vários setores da mídia fizessem esforço especial para degradar nossas faculdades mentais e espirituais. O perigo para nós é que os valores do mundo pecaminoso gradualmente moldam nossa maneira de pensar, e, então, acabam moldando nossa maneira de viver. É aí que ocorre a luta pelo domínio próprio. A mídia também pode amortecer nosso interesse pela meditação na Palavra de Deus e nossa capacidade para tal. Aqui está o que um escritor e ávido leitor tem a dizer sobre sua experiência pessoal: “O que a internet parece estar fazendo é cortando minha capacidade de concentração e contemplação. Minha mente agora espera captar informações da maneira como a web a proporciona: numa corrente de partículas que se move rapidamente.”2
1. Steven Jacobson, Mind Control in the United States.
2. The Atlantic. “Is Google making us stupid?”, Nicolas Carr. http://www.theatlantic.com/doc/200807/google (acessado em 12 de dezembro de 2008).
Mãos à obra |
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Xhantilomzi Perseverance Mlamleli | East London, África do Sul
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