4º TRIMESTRE DE 2009
LIÇÃO 5 DE 25 A 30 DE OUTUBRO
DAS RECLAMAÇÕES A APOSTASIA
“Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no Universo” (Fp 2:14, 15, NVI).
Prévia da semana: Quando enfrentamos problemas e somos tentados a duvidar, Deus nos pede que olhemos para Ele pedindo direção e que passemos a agir com base em Suas promessas.
| Domingo, 25 de outubro | |
| A viagem de ônibus de 24 horas |
Para a maioria de nós, a viagem missionária tinha se tornado excitante, cheia de aventuras e até de um certo glamour – atravessar a Europa de avião para ajudar a construir um hospital e dirigir clínicas de saúde na África – um sonho que se tornou realidade para o dedicado grupo de guerreiros cristãos.
Contudo, ninguém nos falou sobre a viagem de ônibus de 24 horas! Bem, talvez não fossem realmente de 24 horas; mas foi o que pareceu, após estarmos sentados em cima da bagagem e uns dos outros, suando num calor insuportável, nos sentindo como sardinhas no forno, ao viajarmos quilômetro após quilômetro. Quando essa viagem iria terminar? As reclamações fluíram como uma torrente impetuosa.
“Quando chegaremos lá?” “Por que faz tanto calor?” “Por que vim a esta viagem?” Essas eram as palavras que ressoavam pelo ônibus que transportava esse grupo de jovens do ocidente que fazia uma viagem missionária de Acra, a capital de Gana, no sul do país, até a cidade de Tamale, no norte.
Contudo, ela finalmente terminou. Terminou numa experiência única – na qual aprendemos a apreciar os prazeres da vida aos quais não dávamos o devido valor, e na qual experimentamos o Espírito Santo atuando através de nosso ministério. E o mais importante, aprendemos que há pessoas que, apesar de terem tão pouco, agradecem a Deus pelo que têm.
Há muitas viagens que teremos de fazer na vida, e nem todas serão agradáveis. Muitas vezes haverá ocasiões em que será mais fácil reclamar amargamente do que louvar alegremente. Deus, contudo, nos faz um chamado mais elevado. Como Seus seguidores, Ele deseja que nos alegremos “sempre no Senhor” (Fp 4:4), não importa quais sejam as circunstâncias.
Nunca sabemos aonde uma viagem pode nos levar; mas se cremos que Deus está ao volante, podemos permitir que Ele tenha pleno controle. Somente então seremos capazes de passar pelas más condições e chegar às bênçãos que nos aguardam.
Os israelitas que escaparam do Egito passaram a viagem toda até a Terra Prometida reclamando das condições. Por essa razão, aquela geração nunca conheceu sua herança. Ao aprender sobre as experiências deles nesta semana, considere que você tem a oportunidade de aprender com os erros deles, de parar de reclamar e desfrutar a viagem.
Mãos à Bíblia |
| 1. Leia Números 11 e responda as seguintes perguntas: O que esse incidente nos diz sobre a importância de guardar na lembrança a guia do Senhor no passado? Como devemos entender a reação do Senhor? O que podemos aprender desse relato sobre a importância de controlar o apetite? Depois de todos os milagres que eles haviam testemunhado no Egito e a travessia do Mar Vermelho, sua murmuração representava rebeldia. A influência deles pode ter sido contagiante e destrutiva para a jovem nação. E o fogo do Senhor “consumiu extremidades do arraial” (v. 1). Só a intercessão de Moisés fez cessar o fogo. |
Angeline Shillingford | Grand Cayman, Ilhas Cayman
| Segunda, 26 de outubro | |
| Um povo em rebelião |
Os israelitas haviam levantado acampamento no Sinai e haviam começado sua viagem de 11 dias até Cades, que não estava longe das fronteiras de Canaã. No Sinai, haviam entrado num relacionamento de aliança com Deus, prometendo obedecer aos Dez Mandamentos (Êx 19:8). Contudo, Números 11 a 14 relata como o povo fez exatamente o oposto. Esses capítulos mostram um povo em rebelião contra o Deus onipotente.
Insatisfação no acampamento (Nm 11). Os israelitas haviam marchado apenas três dias quando começaram a reclamar. Estavam infelizes com a rota tomada e o desconforto físico ao longo do caminho, apesar de saberem que estavam sendo guiados por Deus, que era representado pela nuvem acima deles. Haviam se esquecido rapidamente de que tinha chegado ali por Sua providência e misericórdia.
Também começaram a murmurar sobre o maná, o alimento que Deus estava fornecendo. “O Senhor ficou muito irado” (Nm 11:10), pois o povo deixou de aceitar a provisão diária de alimento que Ele fizera para eles. “Estivessem eles dispostos a vencer o apetite, em obediência às Suas sábias restrições, e teriam sido desconhecidas entre eles a fraqueza e a moléstia. Seus descendentes teriam possuído força tanto física como mental. Teriam revelado clara percepção da verdade e do dever, discernimento penetrante e são juízo. Mas sua falta de vontade para se sujeitarem às restrições e reclamos de Deus, os impediu em grande parte de alcançar a elevada norma que o Senhor desejava que atingissem, bem como de receber as bênçãos que Ele estava pronto a lhes conceder” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 378).
Rivalidade entre irmãos? (Nm 12). Em Números 11, Deus havia permitido a designação de 70 anciãos para partilhar o fardo da responsabilidade quando Moisés clamou em angústia. Os irmãos mais velhos de Moisés, Míriam e Arão, não faziam parte desse grupo. Haviam desempenhado papel importante na formação da nação e durante o Êxodo e, no caso de Arão, este continuava a desempenhar papel importante no ministério sacerdotal. Contudo, Deus havia colocado Moisés numa posição de autoridade sobre eles, e ele tinha um relacionamento especial com Deus. Moisés, diferentemente dos outros no acampamento, tinha o privilégio de falar com o Senhor face a face (Nm 12:8).
Míriam e Arão invejaram Moisés e foram suficientemente presunçosos para se compararem com ele. Em sua inveja, atacaram sua esposa cusita, falando com desprezo sobre a ascendência dela. Contudo, isso era mais do que mera rivalidade entre irmãos. Míriam e Arão estavam se rebelando contra Deus ao escolher falar contra o líder que Ele apontara. Entregaram-se a um espírito de exaltação própria e se consideraram melhores do que aquele através de quem Deus escolhera atuar.
Nossa força, nosso poder (Nm 13). Os israelitas finalmente estavam na fronteira de Canaã. O que Deus prometera estava ao alcance da vista. Uma vez mais, porém, foram acometidos de uma moléstia observada anteriormente – amnésia coletiva. Esqueceram-se dos assombrosos milagres que Deus efetuara para livrá-los das garras do Egito. Esqueceram-se de sua experiência do Mar Vermelho. Esqueceram-se de como Deus os havia cuidado e sustentado através de sua experiência no deserto; e se esqueceram de que Deus era quem iria realizar o que prometera.
Foi ideia do povo enviar espias para sondar a terra, não ideia de Deus (Ibid, p. 387). Isso é um claro indicativo de que duvidaram de Suas promessas. A nação a quem Deus havia especialmente Se revelado e com quem havia feito uma aliança, não compreendeu o que Balaão, um profeta pagão, havia profetizado: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que Se arrependa. Acaso Ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?” (Nm 23:19, NVI).
A primeira parte do relatório dos espias sobre a abundância da terra era verdadeira; mas foi eclipsada pelo medo que tiveram do povo poderoso que viram ali. Escolheram olhar com olhos temerosos e sem fé, em vez de olhos cheios de esperança e fé, fortalecidos pela maneira como Deus os estava guiando. Só Josué e Calebe deram um relatório inspirado pela fé em Deus. Canaã foi um presente de Deus, e falando mal dela, o povo estava falando contra Deus e rejeitando o que Ele graciosamente estava lhes oferecendo. Se tão-somente houvessem se lembrado de que o braço do Senhor nunca está encolhido (Nm 11:23)! Quando a força e o poder humano falham, é a ocasião perfeita para que Deus amorosamente demonstre Sua incomparável onipotência.
Nossa força, nosso poder (Nm 14). Calebe e Josué suplicaram ao povo que não se rebelasse contra Deus (Nm 14:9); mas suas súplicas caíram em ouvidos moucos. O povo se preparou para apedrejá-los. A atitude foi de desprezo para com Deus. Continuaram a duvidar dEle e de Seu poder (Nm 14:11).
A contínua rebelião contra Deus resultou na sentença de terem que vaguear durante mais 40 anos no deserto, um ano para cada dia que os espias haviam passado reconhecendo a terra. O povo lamentou esse decreto. Ellen White declara que eles lamentaram mais o juízo do que seus pecados. A ordem para que se retirassem foi para que Deus testasse a submissão deles à Sua vontade (Ibid, p. 391). Contudo, os israelitas permaneceram firmes em sua rebelião. Quando Deus lhes pediu que tomassem a terra, recusaram-se, e quando lhes ordenou que se retirassem, fizeram exatamente o oposto. O exército de Israel foi derrotado porque deixou de compreender que Deus realizaria o que prometeu, não pela força e poder deles, mas por sua estrita obediência a Suas ordens.
Mãos à Bíblia |
| Quando Israel voltou tão cedo para a idolatria e adoração ao bezerro de ouro, Moisés implorou a Deus para que o perdoasse, mas “se não”, ele orou, “risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (Êx 32:32). 2. Quando Moisés ouviu e viu o povo “chorando” à porta de suas tendas e clamando “quem nos dará carne a comer?” (Nm 11:4), como ele reagiu? Por que a atitude de Moisés não se justificava? Onde vemos a humanidade imperfeita desse grande homem de Deus? V. 10-15. 3. Em que outra ocasião a humanidade de Moisés se manifestou? Nm 11:21-23 |
Rockella Smith | Savannah, Ilhas Cayman
| Terça, 27 de outubro | |
| Obediência à vontade de Deus |
“Deus tirou do Egito os israelitas para que os pudesse estabelecer na terra de Canaã como um povo puro, santo e feliz. Para a realização deste objetivo, sujeitou-os a um processo de disciplina, tanto para o seu bem como para o bem de sua posteridade. Estivessem eles dispostos a vencer o apetite, em obediência às Suas sábias restrições, e teriam sido desconhecidas entre eles a fraqueza e a moléstia” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 378).
“Um bando de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: ‘Ah, se tivéssemos carne para comer!’” (Nm 11:4).
“Deus poderia tão facilmente tê-los provido de carne como de maná; impôs-lhes, porém, uma restrição, para seu bem. Era Seu propósito supri-los de alimento mais adaptado às suas necessidades do que o regime estimulante a que muitos se haviam acostumado no Egito. O apetite pervertido devia ser posto em uma condição mais saudável, a fim de que pudessem usar o alimento originariamente provido ao homem: os frutos da Terra, que Deus dera a Adão e Eva no Éden” (Ibid.).
“Afastando-se do plano divinamente indicado para seu regime, sofreram os israelitas grande prejuízo. Desejaram um regime cárneo, e colheram-lhe os resultados. Não atingiram o ideal divino quanto ao seu caráter, nem cumpriram os desígnios de Deus. O Senhor ‘satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma’ (Sal. 106:15). Estimaram o terreno acima do espiritual, e a sagrada preeminência que Deus tinha o propósito de lhes dar não conseguiram eles obter” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 312).
Se tão-somente permitirmos que o Senhor opere em nossa vida para fazer Sua vontade, muitas das adversidades que enfrentamos na vida poderiam ser evitadas. Às vezes, Ele permite que ocorram coisas em nossa vida a fim de que olhemos para Ele e compreendamos que Seu caminho é sempre o melhor.
Mãos à Bíblia |
| Zípora notou que o marido parecia muito cansado, e informou isso a seu pai Jetro, que passou a examinar mais detidamente o método de administração de Moisés e sugeriu uma reorganização, nomeando chefes de milhares, de centenas, de cinquenta e de dezenas. O sogro sugeriu que eles poderiam julgar as questões pequenas, e Moisés levaria a Deus os casos maiores. Moisés concordou, e foram escolhidos “homens capazes”, que “julgaram o povo em todo tempo” (Êx 18:13-26). Pouco depois, essa iniciativa de Moisés despertou os ciúmes e a inveja de Miriã e Arão. 4. Que características humanas detestáveis foram reveladas por Miriã e Arão? O que essa história vergonhosa nos diz sobre a maneira de Deus ver as atitudes más reveladas por essas pessoas? Nm 12 |
Alecia Kidd-Francis | Grand Cayman, Ilhas Cayman
| Quarta, 28 de outubro | |
| Pessoas antigas, lições modernas |
Há evidências arqueológicas de que os israelitas fizeram uma jornada de 40 anos pelo deserto? Tem havido poucas descobertas na Península do Sinai que apoiem o relato bíblico de que 600 mil homens e suas famílias passaram todos esses anos ali. Contudo, alguns eruditos apontam essa própria falta de descobertas arqueológicas como evidência da exatidão histórica do relato. Até em tempos modernos, nômades beduínos deixam pouca ou nenhuma evidência de sua existência ao se mudarem para outro local. Então, por que deveríamos esperar encontrar vestígios de grandes acampamentos após se terem passado três mil anos?
Conquanto possamos não ter as evidências concretas que gostaríamos, há muito a aprender da narrativa bíblica. Ler Números 11 a 14 nos faz lembrar de pais lidando com filhos teimosamente desafiadores. Os israelitas haviam afirmado repetidamente que seriam obedientes (Êx 19:7, 8; 24:3, 7). Quando avançamos um pouco à frente, porém, vemo-los reclamando que não tinham carne para comer (Nm 11:4). E isso ocorreu após a miraculosa provisão diária de maná. Tive que rir da resposta de Deus: “Vocês querem carne? Eu lhes darei carne até que ela saia pelo nariz de vocês!” (Nm 11:18-20, paráfrase minha).
Vez após vez, Deus teve que disciplinar Seu povo. A punição final foi que os que se queixavam foram barrados da terra prometida, e uma viagem de 11 dias se transformou em 40 anos. No fim de suas vagueações, não foi permitido que ninguém que tivesse acima de 60 anos entrasse em Canaã. A única exceção foram Calebe e Josué, que haviam demonstrado fé no Senhor quando outros não o fizeram. Que triste comentário sobre um povo que havia visto o incrível poder de Deus manifestado tantas vezes!
É fácil olhar para trás, às experiências deles, e censurar as escolhas que os israelitas fizeram. Contudo, a experiência deles deve servir de lembrete de que não estamos imunes às forças do mal que nos tentam a murmurar e reclamar – nem em meio às grandes evidências de direção e provisão de Deus. O único remédio é nos apegarmos a Deus e nos revestirmos de Sua armadura (Ef 6:11).
Mãos à Bíblia |
| Provavelmente, transcorria o mês de setembro; os vinhedos estavam amadurecendo e a segunda colheita de figos havia completado o amadurecimento. A migração dos israelitas havia levado apenas cerca de 11 dias para chegar a Cades-Barneia, próxima à fronteira sul de Canaã. Só podemos imaginar as tremendas ondas de alegria e felicidade que atravessavam a imensa multidão quando se aproximava do objeto de seus sonhos. 5. Que erro o povo cometeu nessa ocasião? Dt 1:19-23 6. Leia Números 13 e responda às perguntas a seguir: Embora o Senhor houvesse concordado em deixar que eles enviassem espias, por que esse foi um meio-termo? Quais foram os frutos desse meio-termo? O que a reação da maioria revela sobre o povo, mesmo depois das poderosas manifestações do poder divino? |
Abigail Blake Parchment | Grand Cayman, Ilhas Cayman
| Quinta, 29 de outubro | |
| Estar contentes |
Nesta semana, temos visto como a constante reclamação fez com que uma geração inteira de israelitas perdesse a vida no deserto, perdendo igualmente a terra prometida (Números 11 a 14).
A reclamação é resultado de se estar descontente com circunstâncias que geralmente estão além de nosso controle. Sempre parece muito difícil evitar fazer observações que expressem contrariedade, pois fazê-lo é parte de nossa natureza humana pecaminosa. O triste na reclamação é que ela raramente melhora a situação, mas muitas vezes a piora.
Exatamente como os filhos de Israel, as pessoas hoje têm grande tendência de fazer estardalhaço por muitas coisas. Como seres humanos, às vezes reclamamos quando não conseguimos o que queremos, quando as pessoas ao nosso redor parecem estar muito melhores do que nós, e por uma série de outras razões. Eis aqui alguns passos que podem nos ajudar a mudar o rumo de nossa natureza resmungona:
Aprenda a estar satisfeito com suas capacidades e posses (Fp 4:10-12). Paulo nos lembra que devemos estar contentes, não importa qual seja nossa situação – quer estejamos num apuro, quer as coisas estejam indo bem.
Sempre mantenha uma atitude de gratidão (Sl 105:1). Dar graças é uma das melhores maneiras de contrabalançar o espírito de descontentamento. Conte suas bênçãos e dê graças a Deus por todas as coisas com as quais Ele tem abençoado você, mesmo aquelas que parecem insignificantes. Fazer isso deixará você com bem poucas coisas sobre as quais reclamar.
Não compare sua situação com a de outras pessoas. Elas têm suas próprias falhas. Em vez disso, identifique suas próprias faltas e acredite que Jesus vai ajudar você a removê-las de sua vida.
Mãos à Bíblia |
| 7. Leia Números 14. Qual é a lição espiritual mais poderosa e importante que você pode tirar dessa história? Você sempre faz o mesmo? Entre todas as coisas horríveis que eles disseram, talvez a pior tenha sido a de escolher um capitão e voltar para o Egito (v. 3, 4). Quando consideramos que o Egito simbolizava a escravidão do pecado, da morte, da alienação de Deus, ter o povo agido como agiu, depois de libertação tão incrível, foi indesculpável. 8. Como vemos revelada aqui a misericórdia e graça de Deus com esse povo que se rebelou abertamente contra Ele? |
Michael-Henry Parchment | Grand Cayman, Ilhas Cayman
| Sexta, 30 de outubro | |
| A síndrome da palavra com "E" |
Após terem estado em escravidão por 400 anos (Gn 15:13), a murmuração e a reclamação se tornaram um modo de vida para os israelitas. Estava no passado a época em que era uma alegria refletir as características de Deus para os não-crentes do Egito. Os ensinos sobre um Messias vindouro haviam se tornado remotos na mente tanto de jovens quanto de idosos. Contudo, era desejo de Deus chamar a atenção deles de volta para Si. Através de Seu servo Moisés, um tipo de Cristo, e do santuário, que era um modelo do santuário celestial, Deus desejava que Seu povo soubesse que havia só um caminho, e que esse caminho era através do Messias.
A síndrome da palavra com “E” (egoísmo) havia feito com que os israelitas se tornassem ambiciosos e perigosamente auto-suficientes. Haviam se tornado independentes de Deus, voltando as costas às Suas leis. Ironicamente, achavam que era Deus que os havia abandonado.
O arquienganador murmurou e reclamou a respeito da posição de direito que Jesus ocupava no Céu; como resultado, instigou rebelião e apostasia entre um terço dos anjos (Ver Ellen G. White, História da Redenção, p. 13-17). A murclamação (um misto de murmuração com reclamação) exige mais esforço do que simplesmente ouvir a Deus. É como fazer carranca quando poderíamos estar sorrindo. Deus sentia tanto a falta de seu povo que tudo o que Ele desejava era reconciliá-lo consigo através de Jesus. A murclamação deles era um indicativo de que rejeitariam a Jesus em Sua primeira vinda.
Só acuse alguém aquele que nunca murclamou.... Eu achei que não poderia fazê-lo. Achamos que é nosso dever “massacrar” os israelitas, mas será que somos diferentes? Pense nisso. Murclamamos se uma pessoa canta desafinado ou se a lição da escola sabatina não foi explanada da maneira como achamos que deveria. A murclamação faz com que nos tornemos escravos do diabo.
Provérbios 6:16 diz: “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que Ele detesta” (NVI). Cinco delas são causa de murclamação (veja os versos 17 a 19). O inimigo havia conseguido fazer que os israelitas achassem que tinham direitos. Assim, chegaram a acreditar que podiam existir sem as leis de Deus, esquecendo-se de que a murclamação contra Ele leva ao caos e à anarquia. A síndrome da palavra com “E” é uma via de mão única. Satanás diz: “Eu”; Deus diz: “Nós”. São necessárias duas pessoas para fazer as coisas ao modo de Deus – Jesus e eu.
Mãos à obra |
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Donna Dennis | Grand Cayman, Ilhas Cayman

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